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10/4/2014 às 14:00:00

Em sessão do PL “Pão Brasileiro”, líder do PR enaltece debate, mas pondera obrigatoriedade

Em sessão do PL “Pão Brasileiro”, líder do PR enaltece debate, mas pondera obrigatoriedade

Confira!

Representantes do setor do trigo e da mandioca expuseram suas críticas quanto ao Projeto de Lei 5332/09, que cria o “Pão Brasileiro”, em Audiência Pública realizada ontem a tarde, 09, na Câmara do Deputados. O líder do PR, Deputado Bernardo Santana, quem fez o requerimento para realização da sessão, elogiou a iniciativa do projeto em buscar o aproveitamento da mandioca, mas ponderou quanto à questão do estabelecimento de obrigatoriedade da inclusão do insumo ao pão.

Representantes do setor da mandioca elogiaram o projeto e os benefícios que trará. O presidente da Câmara Setorial da Mandioca do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Ivo Pierin, defendeu a forma industrial e também de economia familiar da utilização da fécula de mandioca no pão, e foi contra a ideia do produto conter baixos valores nutricionais.

Em contra partida, os porta-vozes da Associação Brasileira da Indústria da Panificação (ABIP), da Associação Mineira da Indústria de Panificação (AMIP), e da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (ABITRIGO) se mantiveram contrários à proposta do “Pão Brasileiro” em criar a obrigatoriedade da inclusão de derivados da mandioca no pão. Eles defenderam a qualidade do pão produzido com trigo, e que o produto, comparado à mandioca, são mais ricos em valores nutricionais. “Nós apoiamos os produtores de mandioca, e estamos abertos a construir quantas parcerias forem possíveis para o desenvolvimento de novos produtos, por exemplo como já acontece com o pão de queijo e biscoitos, mas deixando claro que nós não podemos empobrecer e piorar de forma nenhuma o carro chefe da panificação brasileira que é pão de sal”, alegou o presidente da ABIP, José Batista de Oliveira.

Ao final da audiência, o Deputado Bernardo Santana lembrou que o pão com farinha de trigo também é um pão brasileiro, embora popularmente dito como francês, uma vez que foi preciso desenvolver técnicas de cultivo, produção e fabricação nacionais. Ponderou também sobre a obrigatoriedade da inclusão da fécula de mandioca no pão. “A obrigatoriedade na economia é algo que deve sempre ser evitado,e que temos que tomar cuidado na forma de fazer”, apontou.

“A produção de mandioca é muito importante e não vejo porque não possa ser incentivada na elaboração de um mix de produtos, até porque tendo qualidade, sabor e preço, ela naturalmente se estabelecerá. Mas também trabalharmos com a desoneração do pão dito francês, mas que tem características próprias daqui, de muito trabalho, desenvolvimento e muitas pessoas envolvidas”, ressaltou o também líder do PR.