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9/4/2014 às 16:35:00

Denuncismo na contramão da informação

Denuncismo na contramão da informação

Confira!

Estar informado, sim! Mas não a todo custo e de qualquer forma. Por vezes a imprensa se presta a papeis ilegítimos e que violam um dos principais códigos do ofício, a isenção. É direito do cidadão ser informado e, assim, elaborar sua própria crítica e opinião. Não é função do jornalista, e nem ético, fazer este processo pelo leitor. A informação de qualidade é aquela cuja notícia não é feita para vendar ou escandalizar, mas despertar o senso crítico. Informação de qualidade é não antecipar julgamentos e diagnósticos, que competem à órgãos públicos responsáveis. É saber avaliar bem a forma, tempo ou espaço, e relevância do assunto. O leitor merece sempre o melhor! 

Na semana passada, um dos mais influentes jornais do país expôs em miúdos a rotina de presos, já condenados pelo Supremo Tribunal Federal. O jornal reservou parte de sua equipe para investigar os condenados, e dedicou significativo espaço para a notícia. Reportagem questionada por críticos, não pelo fato da denúncia, mas devido condução e espaço exagerados que ocupou, uma vez que a situação esmiuçada já teve um ponto final com o julgamento do STF.

Veja abaixo posicionamento da crítica Suzana Singer, Ombudsman do jornal Folha de São Paulo.

“Denuncismo

Três repórteres da Folha gastaram três semanas monitorando as saídas dos condenados do mensalão que estão no regime semiaberto. Constataram que Valdemar Costa Neto, ex-presidente do PR, recebeu visitas de deputados no local de trabalho e que passou uma vez no McDonald’s. Jacinto Lamas, também ex-PR, rezou, por dez minutos, em uma paróquia e encontrou-se uma vez com a mulher. 

A reportagem, que ocupou uma página, é exemplo do denuncismo estéril que se critica na imprensa. Com tanta investigação séria em andamento, e daí que um tenha comido Big Mac e o outro tenha rezado para Nossa Senhora de Guadalupe?”

Trecho retirado da coluna Ombudsman, publicada no ultimo domingo, 06, no jornal Folha de São Paulo. Veja matéria completa. 
 

Ombudsman 
 
Palavra sueca que significa representante do cidadão. Na imprensa, o termo serve para designar o representante dos leitores dentro do jornal. Cada ombudsman tem mandato de um ano, que pode ser renovado duas vezes.